Empresas Uma conversa sobre cap table e governança com Alexandre Dinkelmann, Co-founder e CFO da Onyo

Uma conversa sobre cap table e governança com Alexandre Dinkelmann, Co-founder e CFO da Onyo

Como o Basement ajudou a empresa a gerenciar mais de 100 sócios sem perder o controle e a confiança dos investidores


O Alexandre Dinkelmann, Co-fundador e CFO da Onyo, tem uma bagagem de experiência em engenharia financeira e relacionamento com investidores: antes de empreender, foi o CFO da companhia Totvs e da construtora Even.

Com mais de 100 shareholders em seu cap table, Alexandre é um dos empreendedores que usa o Basement para facilitar sua operação societária. Batemos um papo super bacana com ele sobre seus principais aprendizados de governança e relação com investidores.

Obrigado pela conversa, Alexandre! Esperamos que gostem 🙂

Sobre a Onyo: A Onyo é uma startup que permite que seus usuários agendem a retirada de pedidos diretamente de restaurantes. Ela surgiu para melhorar a experiência de refeição fora de casa.


Conte para nós um pouco do seu histórico e estratégia societária até aqui

Ao começar o negócio, o empreendedor pensa em fazer uma empresa boa, evoluir, criar um produto legal, ter clientes gostando da empresa e dispostos a pagar um valor justo…Mas tem também que olhar como vai financiar o crescimento dessa empresa.

Essa inteligência financeira é muito importante, principalmente em um país como o Brasil, onde o pool de investidores é mais limitado, e existe uma grande oferta de startups. Pensar no modelo de receita com carinho, no unit economics, em custos e fluxo de caixa, tudo isso é essencial.

Com a Onyo, desde o nosso início, lá em 2015, nós acessamos o mercado de investidores.
Começar o negócio exigia capital para financiarmos nosso crescimento, criarmos a plataforma e marketplace, e aí sim monetizarmos melhor no futuro.

Em nosso histórico até agora, foram 4 rodadas de investimento. Começamos com investidores anjos de nossa própria rede pessoal e profissional e em 2018 realizamos uma oferta ICVM588 (oferta pública digital), com investidores de tickets pequenos, mas com grande senso de comunidade.

“Empreender não é fácil. É necessário pensar na estratégia de crescimento, buscar o market fit do produto, entender a demanda, ver se acertamos, e tudo isso ao mesmo tempo em que acompanhamos essa engenharia financeira da empresa. O empreendedor se manter motivado, com participação relevante no negócio, não é algo trivial. Precisa cuidar bem do cap table e de sua diluição, para não acabar trabalhando para ter 0% da empresa no futuro”.


Hoje você é o CFO de uma startup com mais de 100 shareholders, mas antes disso já foi CFO de uma companhia listada em bolsa. Que aprendizados sobre governança você compartilharia com empreendedores?

A responsabilidade de receber recursos de investidores é a mesma, seja o investidor um fundo grande e poderoso, ou um pequeno investidor. É importante entender sua responsabilidade, mas ter a ciência de que os investidores sabem dos riscos. Com isso em mente, temos que lutar, buscar fazer a coisa certa, acertar mais do que errar, criar valor neste empreendimento, e sempre dando essa visibilidade para os investidores – tornando o relacionamento transparente e saudável.

É bom enfrentar de frente os problemas, junto com os investidores. Nós empreendedores somos, por natureza, otimistas – por mais difícil que seja.  Mas trazer aos investidores, de forma equilibrada, racional, os riscos e desafios que está enfrentando, pode ser uma boa surpresa: muito investidor realmente quer apoiar – seja apoio técnico ou psicológico. 

Para isso, você deve criar relacionamento com os investidores: contar a sua história, reservar um espaço na sua agenda para conversar com os investidores – mesmo que seja através de um report escrito. Esse relacionamento, se bem nutrido, pode se gerar bons frutos.


“O crescimento demanda energia e foco, e se você não estiver desde o início organizado, com seus documentos, o cap table calculado, isso pode atrapalhar uma futura conversa com investidores, por exemplo”.


A Onyo usa o Basement para sua organização societária. Qual a diferença de um serviço de registro e governança para sua startup?

Nós percebemos que não há um padrão de gestão societária para startups no Brasil. Se alguém analisar todos os instrumentos de dívida conversível firmados no Brasil nos últimos cinco anos, perceberá uma completa falta de padronização – são acordos bem diferentes sendo feitos. E nós padronizamos o nosso formato.

Quando começamos a ter mais investidores e acionistas na empresa, termos uma ferramenta de comunicação com eles tornou nosso trabalho muito mais fácil. Está tudo ali, tem um Data Room, você tem as contas certas, consegue manter seu pool de opções sempre atualizado…Ter alguém externo e isento resolvendo isso, ajuda e economiza muito tempo.

E ao passo que os negócios crescem, e os empreendedores buscam investidores institucionais ou estratégicos, ou negociam M&As, ter a vida societária organizada e centralizada otimiza o processo. Ao pensar em caminhos estratégicos – fazer uma nova rodada, conversar com investidores estratégicos –  sempre consulto meu Basement antes de tomar as decisões.

“Contamos com apoio jurídico externo, mas mesmo assim sentimos a necessidade de termos um terceiro nos ajudando a garantir que o cap table estava sendo olhado de forma correta”.

Nós controlávamos o nosso cap table no Excel, e é importante essa experiência para o empreendedor ter uma sensibilidade sobre o negócio, aprender a fazer, poder simular situações, mas acho essencial ter um apoio externo, para poder confrontar os números, conferir e garantir que a conta está certa.

“É muito ruim o empreendedor descobrir no futuro que fez contas erradas sobre o cap table, isso pode machucar e talvez ser até fatal para a empresa. O Basement me ajudou a garantir que a minha conta do cap table estava certa – e eu tive que fazer ajustes na forma que calculávamos no Excel”.


E para finalizarmos, o que achou de sua experiência com o Basement até aqui? 

Antes da Onyo, tive a vantagem de já ter tido experiência prévia como CFO de empresas e também como investidor. Quando fui CFO da Totvs, fazíamos investimentos em startups, e eu e meu atual sócio, o Fernando Taliberti, criamos a Totvs Ventures, que era o braço de Venture Capital dentro da empresa. 

Toda a minha experiência me trouxe uma grande bagagem, mas ainda assim senti, empreendendo com a Onyo, a necessidade de apoio externo. Imagina um empreendedor com pouca experiência prévia – precisa de muito apoio.

Na minha experiência com o Basement, tive uma grata surpresa: Sempre que eu tenho alguma dúvida, me respondem rápido, o time de profissionais é muito qualificado e estão conosco pensando no melhor para a empresa e para os investidores,  com uma visão que eu considero muito sustentável e que ajuda no amadurecimento do mercado de capitais brasileiro.

Tivemos momentos importantes em que o Basement nos passou referências de como fazer um instrumento melhor de dívida conversível, ou organizar um option pool para os meus talentos e advisors. 

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Muito obrigado, Alexandre, por ter topado esse papo e compartilhado sua experiência conosco!

Se quiser saber mais sobre como o Basement pode te ajudar na organização e controle societário, clique aqui para marcar uma conversa conosco! 🙂

 

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